sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009
O sonho (real) de Natal
Já cheira a Natal em todo o lado e a verdade, é que estamos a aproximar-nos do dia que as TV's e os centros comerciais anunciam quase há dois meses! Ouvi uma conversa familiar, de novela é certo, mas a avaliar pela situação que, actualmente vivemos, acredito que existem casos assim semelhantes. A mãe, muito preocupada, comunicava aos filhos que neste Natal não iria haver presentes, o seu pequenino negócio já não dava lucro como outrora deu e, por isso, o Natal ia ser muito pobrezinho, contava angustiada. Os filhos reagiram de maneira contrária à que a mãe pensava; abraçaram-na e num sorriso disseram que o importante é estarem juntos e todos bem.
O tempo que vivemos convida-nos à reflexão interior, fazendo o balanço do que é isto do Natal. É triste que um boneco de ocasião tenha roubado o berço ao menino Deus, apoderando-se do Seu Nascimento para fazer as marcas vender.
Lembro-me, quando era (mais) pequenina, de deixar o sapatinho debaixo da chaminé, para o Menino Jesus deixar lá uma prenda. Fui educada assim, dentro dos valores cristãos, para mim os mais verdadeiros; mesmo agora, depois da idade adulta, em que já não me vejo obrigada a imposições.
O Advento, a preparação para a chegada do Salvador, faz-me pensar... em todo o dinheiro que se gasta em presentes, nas campanhas de solidariedade, naqueles que não sabem o que é uma ceia de Natal e muito menos um presente, naqueles que não conhecem o aconchego da lareira, penso, também, nas mesas fartas e como seria se não tivesse um pedaço de pão, penso nas SMS que se enviam antes de terminar a promoção das 1500 grátis, penso como é bom ir a correr à caixa de correio e ler o postal do vizinho do lado que, mesmo por morar ao lado, faz questão de selar a Amizade de sempre, penso nas demais familias que deixaram de o ser, porque dinheiros e luxos tiraram o lugar a um Lar de Amor,... penso em muito mais, mas o meu pensamento foge, agora, para a figura central do verdadeiro quadro natalício - o presépio - o Deus Menino que nasce, em palhas de uma humilde cabana. O cenário que o Homem tende, cada vez mais, fazer correr o pano, 'abafando-o' com sacos e presentes espalhados, abaixo da árvore que tem no cimo a Luz que guiou os Reis no Oriente.
É urgente, mais do que nunca, compreender o verdadeiro, o real, o genuíno sentido do Natal. É urgente fazer perdurar o brilho da Estrela - Guia por todo o ano.
O Natal serve, também, para abrirmos o nosso Coração, que só se abre por dentro, àquele com quem vivemos mais afastados. É um ponto de partida para o Amor, se assim o quisermos.
Desejar o Bem e a Felicidade ao outro é mais do que um desejo, é um compromisso.
Sê o maior e melhor presente deste Natal. Dá-te! Entrega-te (!) ao próximo, como Ele se entregou à Humanidade.
Comprometo-me contigo, no sentido de fazermos com que este Natal seja diferente: com mais autenticidade, mais verdadeiro, com mais Amor.
Um Santo e Feliz Natal, a todos os que por aqui passam.
Um Santo e Feliz Natal, a todos os que por aqui passam.
Um beijo e um abraço apertado no vosso coração.
Clara
Publicada por Clara Margaça em 01:05 3 comentários
domingo, 20 de Dezembro de 2009
o sentido de tudo isto!
Acredito, firmemente, que o hábito é bem mais perigoso do que o vício. Quando se trata de vício, vai-se tendo a consciência - ainda que, por vezes, as consequências não sejam as desejadas - do que se está a fazer; com o hábito não acontece desta forma. O hábito é tão rotineiro que fazemos só porque estamos assim acostumados, não olhamos ao significado das coisas nem lhe depositamos o valor que deveria ser.
Tenho andado a contrabalançar o (meu) estilo de vida. Vejo-me diante de factores que se contrapõem e surge, então, um emaranhado de (terríveis) questões para clarificar.
Não quero tudo de uma vez, não! Só que... eu quero tanto aprender (o sentido de tudo isto!)...
Publicada por Clara Margaça em 01:15 9 comentários
quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009
O difícil é ser simples
O difícil é ser simples! - dizia uma senhora com tamanha veracidade nas palavras, num programa de TV.
Entre uma colherada e outra de sopa, vi-me a pensar em tão sábia frase: 'O difícil é ser simples!'. Mas o que é ser simples? Como posso eu ser simples numa sociedade tão complexa e complicada?, interpelo-me.
De uma forma fugaz tornamo-nos complexos; ser simples, olhar e viver com (e na) simplicidade leva o seu tempo, é preciso querer e sentir a essência das coisas que nos banham, diariamente.
Temos sempre tendência a escurecer aquilo que nos surge como entrave ao caminho, quando estamos, sem dar conta, a adicionar um empecilho à nossa vida, que vem impedir o caminhar. Teimamos esconder-nos por detrás de uma luta pelo consumismo, a verdade é que é urgente centrar o nosso âmago para a realidade e não para uma distorção dela.Posso ainda falar da efemeridade da vida. Quanto mais complicamos, menos aproveitamos dela. E isso é tão mau. Há tantos sentimentos que rejeitamos por termos medo, por vergonha, por..., por... Quando seria tão mais simples se nos entregássemos simplesmente com Amor à simplicidade da Vida. Então aí sim! - seremos simples.
Publicada por Clara Margaça em 00:39 6 comentários
domingo, 6 de Dezembro de 2009
dispersões
O nosso fim é começar.
Assim, fácil. Como comecei este poema.
Lentamente, talvez, sem pensar.
E quem sabe, o nosso começo
não verá o fim...
É curioso.
Mas começar o quê?
Falamos sem conhecer as palavras,
porque desconhecemos o que vemos,
recusamo-nos a olhar,
mas, fugimos sempre como borboletas,
num céu disperso,
à procura de qualquer coisa.
Assim, fácil. Como comecei este poema.
Lentamente, talvez, sem pensar.
E quem sabe, o nosso começo
não verá o fim...
É curioso.
Mas começar o quê?
Falamos sem conhecer as palavras,
porque desconhecemos o que vemos,
recusamo-nos a olhar,
mas, fugimos sempre como borboletas,
num céu disperso,
à procura de qualquer coisa.
Publicada por Clara Margaça em 15:18 9 comentários
sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009
Há amores assim...
Há amores assim...
o inicio já não conheço o seu começo
e o fim não quero conhecer
Há amores assim...
são como quando o rio vai
e abraça o mar e se misturam numa só água
Há amores assim...
as lembranças ocorrem em qualquer esquina
ou num banco de jardim
esperando o beijo tardio
Há amores assim...
a certeza da metade que traz consigo
num olhar a eternidade e no regaço a vida
Há amores assim...
Publicada por Clara Margaça em 00:29 4 comentários
segunda-feira, 30 de Novembro de 2009
silêncio falante
É tão bom quando
me envolves no teu olhar,
no teu toque,
na tua respiração,
em ti...
A atmosfera pertence-nos,
foi ela construída por nós,
pedaço a pedaço,
na leveza de cada gesto transparente
das almas que se fundem
e alumiam a noite
e enriquecem os dias,
num silêncio que diz tudo.
Publicada por Clara Margaça em 01:18 7 comentários
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