Posso ser eu a felicidade
que tanto anseio,
a luz que falta me faz
e não enxergo neste túnel,
lá longe, ao fundo.
Posso ser eu o caminho
que caminho sem saber onde,
mas certa de que encontrarei porto de abrigo
cada vez que me perca.
Posso ser eu a esperança
que tantas vezes perco e me faz perder
e impede de me encontrar.
Posso ser eu a simplicidade
que sempre complico
e não vejo a sua importância
nem desta a sua simplicidade.
Posso ser eu um novo dia
e a manhã que tanto espero
e então apreciar a beleza
daquilo que me diz
o silêncio das coisas belas.

2 comentários:
silêncio e felicidade, silêncio e beleza eis uma relação esquecida
Gostei imenso do teu poema. Excelente.
Querida amiga Clara, desejo que tenhas um Feliz Natal e um Novo Ano cheio de coisas boas, para ti e para a tua família.
Muitas prendas, principalmente afectivas.
Beijo.
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