quarta-feira, 15 de junho de 2011

entre o dia e a noite



Chegaste e logo me seduziste
num jeito balançante
entre o dia e a noite
levaste-me por completo;
nos teus braços me deleito
e encontro a essência que revigora
qualquer espírito humano
e desperta instintos irracionais
emanando à tona da pele
o mais íntimo da nossa alma.

domingo, 22 de maio de 2011

vamos nascer desse pó


A luz da Lua
reflecte agora no beiral da janela
onde a cada noite
te procuro
e me perco em sonhos
de ansiedade e desejo
Vem
chora as tuas dores
no meu peito
e enlaça a tua alma na minha
Vem
vamos nascer desse pó

sexta-feira, 18 de março de 2011

21

Foto tirada por Travassô - Águeda, num Verão refrescante.

Fechei o dia de ontem já hoje. O meu, dizem.
E lembro-me de, antes de adormecer, agradecer - a essa Divindade em que Acredito - a mãe, os pais que tenho, por respirar e poder sentir a minha pele absorver esta quentura do Sol e contemplar um céu azul que hoje me veio presentear, pela surpresa no jardim às doze badaladas (Afinal, o sino sempre toca!), pelas bonitas amizades que vou construindo, na minha nova morada, e aos velhos, mas de e para sempre, Amigos que me aceitam no seu intimo tal como Sou.
Obrigada a todos vocês que têm a memória no coração (e no facebook ;) ).

quinta-feira, 10 de março de 2011

neste instante



Talvez, amanhã
não virás, quem sabe
trazer um pouco de calor
talvez, amanhã
te encontre ao virar de uma esquina
por aí
e cruzemos juntos novas estradas
na vida que nos espera
talvez, amanhã
ainda demore
mas sou eu esse ar rarefeito
que te beija a face
neste instante

domingo, 6 de março de 2011

desejo


Ah, deixa-me gostar de ti
para lá do meu coração
onde tu e eu
somos mais do que nós dois
Deixa-me ser, estar, viver
para ti
não me digas nunca
não
Ah, como eu te desejo
como espero que
me aconchegues no teu colo
e me nutras na volta
infindável de um terno beijo

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

senti(n)do

Hoje vejo a Lua, o Sol e o Céu
a montanha, o mar e a brisa
feita véu
Sinto quente, frio, gelado
inóspito sabor
salgado, agre e doce
Ouço o canto, o murmúrio e a aflição
feita vôo avesso
ao bater do coração
Hoje sinto tudo
para lá de qualquer sentido ou sensação

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

fuga

o teu olhar mente
cada vez que te vejo
é a mim que vês
e foges
para uma cidade deserta
num país sem nome
és a história da minha ilusão
uma equação matemática
uma expressão elevada ao infinito
um poema que enaltece o sentido
de uma dor qualquer