terça-feira, 14 de setembro de 2010

diz

diz que ainda por mim
nutres todo o amor,
diz que anseias
pelo meu repouso
no teu peito,
diz que o silêncio
não faz sentido
sem o sussurrar terno
de palavras enamoradas,
diz que esperas
o delicado sabor de cereja
quando os teus lábios
e os meus se tocam,
diz que desejas
o cheiro do meu corpo no teu.
diz.

Covilhã, 13 de Setembro de 2010

É por aqui que andarei nos próximos tempos... Levo-vos, acreditem. É a diferença dos pormenores que,,, faz a diferença. Vou aparecendo.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

poema

Existe um poema
não antes sentido
tem nele a esperança acesa
e para a vida
uma janela aberta
uma dor que sabemos de cor
e uma rua
à espera da passos certos
a coragem que rasga a noite
dos dias
o destino embargador
de uma alma cansada
ansiando o futuro;
existe um poema
como este
em branco
à espera de lágrimas e sangue
que escrevam a vida

terça-feira, 24 de agosto de 2010

à luz da Lua


faz breve esse silêncio que demora
desenlaça esse beijo que devora e
intensamente
dessedenta este desejo que destrói

quando
à luz da Lua corrupiam

inexplicáveis mistérios
como a onda que se estende
no corpo da praia
e leva nos lábios o gosto,
como o perfume que se desprende
dessa tua pele
e inebria todos os meus sentidos

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

um pedaço (GRANDE)



Hoje dei-me de conta de como me/nos fazes falta. Sem ti as coisas não resultam da mesma forma; como tu fazes, mais ninguém sabe fazer. Hoje, mais do que em outro qualquer dia, senti que és mais imPortante do que Alguém possa Imaginar; a tua ausência provoca uMa terrível inquietação, algum desespero e um incerto limite de saudAdes. Quem nos conhecer vai achaR que isto não passam de palavras bonitas, pois no dia-a-dia andamos tão ocupados que ainda que nos olhemos... não nos vemos e deixamos passar despercebidas tantas coisas. Coisas tão pequeninas, tão simples, ...
CheGo à conclusão de que somos mesmo muito semelhantes: prezamos o que nos diz o silêncio e temos as mesmas mArcas na fronte causadas pelas preocupaÇões que nos assaltam. Calamos a dor - seja ela de que natureza for - e somos como gatos pachorrentos a dormir...
Hoje, recostada numa parede, revi(vi) momentos da nossa vidA, da nossa relação que me conduziram a escrever isto, a deixar marcado no papel um pedaço (GRANDE) do meu coração.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Na efemeridade do dia


Na efemeridade do dia
desfruto a minúcia do tempo
e recordo a eloquência dos teus gestos
quebrada pela fugaz despedida
num beijo dado a medo...
Vagueio ainda pelo paraíso
do teu olhar
a cada grão de areia que se perde
estremece-me a alma
e gélida fica pela saudade

quinta-feira, 22 de julho de 2010

desse norte que perdi


Sem saber bem porquê
fez-me perder a cabeça
e esperar na janela
sem saber bem o quê
os gemidos das telhas,
apenas,
o vento ardente
sem noticias
desse norte que perdi
no estremecer do chão
por onde agora faço jornada
sem ti

quinta-feira, 15 de julho de 2010

entre a luz nua

entre a luz nua
a romper o negrume da noite
em perpétuos movimentos,
danças em meu redor
sussurrando doces dizeres
ao vento que agora é quente;
a tua ausência envolveu-me
e amargurado amanheceu
entre lençóis vazios
o meu coração