domingo, 10 de janeiro de 2010

procura(-te)



São inumeras as experiências, as pessoas, os momentos, os sentimentos, ... que vivenciamos todos os dias.
Mas, é tão raro darmo-nos de conta da importância que possuem todos e cada um destes episódios diários. Justificamo-nos com um "simplesmente, porque..."; porque tenho tanto trabalho, porque o estudo está em primeiro lugar, porque (in)voluntariamente não vemos o quão importante é a simplicidade.
As 'coisas' difíceis de alcançar, aquelas que, por vezes, julgamos impossíveis são - quando realizadas - o que mais nos apraz; sorrimos com o coração e expiramos alegria.
E ficamos de mal com a Vida porque somos derrubados, sangramos, choramos; "Porquê a mim? Porquê?!" - interpelamo-nos.
Perdemos a prática do discernimento da importância do que é, realmente, importante. Perdemo-nos. Deixamo-nos ir na moda, na onda, no choque tecnológico... quando, na verdade, o bom, o simples, o leve, o mais avançado e que não passa de moda... está onde nunca procuramos. Está aqui (aí) mesmo: em TI!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Abrir a janela!



Não vou fazer um balanço do ano que passou.
Venho, hoje, fazer o primeiro post do ano. Resolvi mudar a cara do blogue, também.
Tenho já vários projectos para este ano que acabou de nascer. Sei, contudo, que devo ter em conta todos os valores morais que tendem a escassear; como dizia alguém há pouco na tv 'devemos ter como motor de arranque o Amor nas relações familiares, pessoais, laborais'. Não podia deixar de concordar, claro.
É urgente o Amor. De pais para filhos, de filhos para pais, de irmão para irmão, de amigo para amigo, ... 
Num folhear de livros, li algures: 'Aja localmente, pense globalmente!'. A mudança que queremos ver no mundo começa aqui mesmo, em nós próprios. Por vezes, dizemos que queremos mudar e agimos segundo um determinado padrão que pode até nem nos dizer nada, mas é tão grande a vontade de mudança que acabamos por esquecer aquilo que é essencial. Venho constantemente a dizer que não é o mundo que nos faz diferentes, nós é que fazemos a diferença no mundo! Sem querer fazer versos bonitos nem plagiar algo que já tenha sido dito:
NUM MUNDO DE DIFERENÇAS A DIFERENÇA É MARCÁ-LA!
Adopto para 2010, harmoniosamente, esta máxima. 

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Manias e desafios

A Cathy lançou o desafio, vamos a ver como me saio.


  • Cada bloguista participante tem de enunciar 5 manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher 5 outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue.


Mania de Escrever a lápis. Não sei porquê, gosto sempre de escrever tudo a lápis. Mesmo até aqueles trabalhos para entregar, os textos do blogue, os testes antes de passar a caneta. Vai-se lá perceber...

Mania de Apagar as Luzes; não há luz que me escape. É um desperdício tremendo sair de um compartimento e deixar as luzes acesas. Aborrece-me.

Preto e Castanho - NÃO! É uma conjugação de cores de roupas, aos meus olhos, horrível. Não consigo usar sapatos castanhos com casaco preto e vice-versa. Manias.

Ahmmm - Sempre que discurso ou falo em público, acontece-me aquando do racicionio. Eu não acreditava até ver uma gravação de um desses momentos. É verdade, realmente.

Tenho a mania de Ligar o Computador assim que acordo; é a primeira coisa que faço, antes de ir à casa-de-banho. É quase um ritual.



  • Passo o testemunho ao António Valério, ao Jorge Brasil Mesquita, ao Carlos Gonçalves, à Gisele e ao Rodrigo Mourão.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Desejo de Natal



Para todos vós,

Um Natal diferente: Feliz e Verdadeiro!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O sonho (real) de Natal



Já cheira a Natal em todo o lado e a verdade, é que estamos a aproximar-nos do dia que as TV's e os centros comerciais anunciam quase há dois meses! Ouvi uma conversa familiar, de novela é certo, mas a avaliar pela situação que, actualmente vivemos, acredito que existem casos assim semelhantes. A mãe, muito preocupada, comunicava aos filhos que neste Natal não iria haver presentes, o seu pequenino negócio já não dava lucro como outrora deu e, por isso, o Natal ia ser muito pobrezinho, contava angustiada. Os filhos reagiram de maneira contrária à que a mãe pensava; abraçaram-na e num sorriso disseram que o importante é estarem juntos e todos bem.
O tempo que vivemos convida-nos à reflexão interior, fazendo o balanço do que é isto do Natal. É triste que um boneco de ocasião tenha roubado o berço ao menino Deus, apoderando-se do Seu Nascimento para fazer as marcas vender.
Lembro-me, quando era (mais) pequenina, de deixar o sapatinho debaixo da chaminé, para o Menino Jesus deixar lá uma prenda. Fui educada assim, dentro dos valores cristãos, para mim os mais verdadeiros; mesmo agora, depois da idade adulta, em que já não me vejo obrigada a imposições.
O Advento, a preparação para a chegada do Salvador, faz-me pensar... em todo o dinheiro que se gasta em presentes, nas campanhas de solidariedade, naqueles que não sabem o que é uma ceia de Natal e muito menos um presente, naqueles que não conhecem o aconchego da lareira, penso, também, nas mesas fartas e como seria se não tivesse um pedaço de pão, penso nas SMS que se enviam antes de terminar a promoção das 1500 grátis, penso como é bom ir a correr à caixa de correio e ler o postal do vizinho do lado que, mesmo por morar ao lado, faz questão de selar a Amizade de sempre, penso nas demais familias que deixaram de o ser, porque dinheiros e luxos tiraram o lugar a um Lar de Amor,... penso em muito mais, mas o meu pensamento foge, agora, para a figura central do verdadeiro quadro natalício - o presépio - o Deus Menino que nasce, em palhas de uma humilde cabana. O cenário que o Homem tende, cada vez mais, fazer correr o pano, 'abafando-o' com sacos e presentes espalhados, abaixo da árvore que tem no cimo a Luz que guiou os Reis no Oriente. 
É urgente, mais do que nunca, compreender o verdadeiro, o real, o genuíno sentido do Natal. É urgente fazer perdurar o brilho da Estrela - Guia por todo o ano.
O Natal serve, também, para abrirmos o nosso Coração, que só se abre por dentro, àquele com quem vivemos mais afastados. É um ponto de partida para o Amor, se assim o quisermos.
Desejar o Bem e a Felicidade ao outro é mais do que um desejo, é um compromisso.
Sê o maior e melhor presente deste Natal. Dá-te! Entrega-te (!) ao próximo, como Ele se entregou à Humanidade.

Comprometo-me contigo, no sentido de fazermos com que este Natal seja diferente: com mais autenticidade, mais verdadeiro, com mais Amor.

Um Santo e Feliz Natal, a todos os que por aqui passam.
Um beijo e um abraço apertado no vosso coração.
Clara

domingo, 20 de dezembro de 2009

o sentido de tudo isto!



Acredito, firmemente, que o hábito é bem mais perigoso do que o vício. Quando se trata de vício, vai-se tendo a consciência - ainda que, por vezes, as consequências não sejam as desejadas - do que se está a fazer; com o hábito não acontece desta forma. O hábito é tão rotineiro que fazemos só porque estamos assim acostumados, não olhamos ao significado das coisas nem lhe depositamos o valor que deveria ser.
Tenho andado a contrabalançar o (meu) estilo de vida. Vejo-me diante de factores que se contrapõem e surge, então, um emaranhado de (terríveis) questões para clarificar.
Não quero tudo de uma vez, não! Só que... eu quero tanto aprender (o sentido de tudo isto!)...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O difícil é ser simples



O difícil é ser simples! - dizia uma senhora com tamanha veracidade nas palavras, num programa de TV.
Entre uma colherada e outra de sopa, vi-me a pensar em tão sábia frase: 'O difícil é ser simples!'. Mas o que é ser simples? Como posso eu ser simples numa sociedade tão complexa e complicada?, interpelo-me.
De uma forma fugaz tornamo-nos complexos; ser simples, olhar e viver com (e na) simplicidade leva o seu tempo, é preciso querer e sentir a essência das coisas que nos banham, diariamente.
Temos sempre tendência a escurecer aquilo que nos surge como entrave ao caminho, quando estamos, sem dar conta, a adicionar um empecilho à nossa vida, que vem impedir o caminhar. Teimamos esconder-nos por detrás de uma luta pelo consumismo, a verdade é que é urgente centrar o nosso âmago para a realidade e não para uma distorção dela.
Posso ainda falar da efemeridade da vida. Quanto mais complicamos, menos aproveitamos dela. E isso é tão mau. Há tantos sentimentos que rejeitamos por termos medo, por vergonha, por..., por... Quando seria tão mais simples se nos entregássemos simplesmente com Amor à simplicidade da Vida. Então aí sim! - seremos simples.