quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

senti(n)do

Hoje vejo a Lua, o Sol e o Céu
a montanha, o mar e a brisa
feita véu
Sinto quente, frio, gelado
inóspito sabor
salgado, agre e doce
Ouço o canto, o murmúrio e a aflição
feita vôo avesso
ao bater do coração
Hoje sinto tudo
para lá de qualquer sentido ou sensação

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

fuga

o teu olhar mente
cada vez que te vejo
é a mim que vês
e foges
para uma cidade deserta
num país sem nome
és a história da minha ilusão
uma equação matemática
uma expressão elevada ao infinito
um poema que enaltece o sentido
de uma dor qualquer

domingo, 16 de janeiro de 2011

dança na Lua


No vento escrevo sentimentos
doces e ternos
na ânsia de que este me leve
de novo até ti
desenho no céu o teu rosto
e deixo-me ficar
no calmo silêncio da noite
a Lua está perto e
lá nos leva o meu pensamento
e dançamos uma melodia resplandecente
cantada pelo nosso único coração.

sábado, 1 de janeiro de 2011

2011


O tempo passa tão rápido, não é?!
Vejo este ano que termina não apenas como mais uns dias que passaram, mas como mais um trecho percorrido no Caminho da minha Vida.
Dois mil e dez foi um ano de mudanças e transformações profundas. Perdas, decepções, angústias, ansiedades, esperanças, saudades, fé, lágrimas, alivio, (des)alento... mas, sobretudo, Amor...
Apercebi-me, ao longo destes doze meses que hoje terminam, que perdemos tempo demasiado com coisas supérfluas. Dei conta do verdadeiro significado de «ser familia», em família, pela família. Descobri que a distância nos aproxima (duzentas e dez vezes mais) do coração de quem nos ama... Perdi... e por perder... aprendi a ganhar, aprendi a dar valor aos verdadeiros valores... Aprendi que não existimos para o mais fácil. Com passos de esperança a vida constroi-se, lutando por um mundo de Amor e de Paz, consegue-se um caminho exponencial de Felicidade.


Não vou fazer uma lista de planos para 2011 nem chorar de arrependimento qualquer momento de 2010. A esperança não lançou um qualquer decreto dizendo que a partir de Janeiro tudo vai mudar. Não! Não desejo uma vida nova, como já li e ouvi hoje tantas vezes. Ainda que não seja fácil, quero fazer deste ano um ano... Novo, com novas sementes. E ousar lançá-las em boa terra para que, em momentos de tempestade, a raiz seja forte e capaz de ultrapassar qualquer desastre e qualquer crise.
Que de hoje em diante, hoje porque é o começo de um novo ano, saibamos ser mais e melhores, sentir mais Amor - dando-o de coração aos outros - fazendo Natal todos os dias.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Natal





Thank God it's Christmas!

Obrigada... por hoje, mais uma vez, se fazer Natal. Obrigada, sobretudo, por se fazer Natal em mim.
Obrigada... por ter uma mesa farta e com quem a partilhar. Quem dera eu poder tornar esta noite mais quente a quem sobrevive, lá fora, sem pão.
Obrigada por esta familia que se aconchega no regaço uns dos outros e tem na janela uma Luz, com o brilho da Luz do Oriente.
Obrigada pela minha Vida e pelas pessoas que a compõem... Pessoas com coração, Pessoas que caminham, com certeza, os mesmos caminhos e os mesmos passos, Pessoas que são 'presentes' no dia-a-dia de angústias, incertezas, alegrias e esperanças.
Obrigada a Ti... pequenino e frágil... mas tão forte e brilhante. Obrigada pela presença e por me fazeres compreender a importância das coisas simples e a simplicidade das coisas importantes.
A todos vocês, amigos, conhecidos, seguidores de Blogue... um Natal diferente: Feliz e Verdadeiro, que sejam capazes de O sentir no vosso coração, porque o Natal é isso mesmo: o Natal é Amor.

24 Dezembro de 2010

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Quero Ser Simples!

Hoje apetecia-me viver num país diferente, numa cidade deserta de guerras e sedenta de amor. Fazer uma pausa no tempo e avaliar a assertividade de cada passo dado. Apesar de tantas e tantas decepções, incertezas, medos e angústias saber que o caminho trilhado que me trouxe até aqui foi o acertado.
(...)
Porém, hoje entrei. Pus tudo de lado e entrei. Não contei o tempo que fiquei. Sei que vim com a ideia clara de que preciso alhear-me a essas coisas que me separam de ti.
Sinto falta da tua presença. Dói não estar de corpo e alma, dói o facto de não perceber o porquê de não o estar. Sinto falta de um sentimento maior que me envolva e oriente em cada cruzamento.
(...)
Numa frase:
Quero Ser Simples!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

refúgio


Esses teus olhos cor do mar
inundam os meus
quando te vejo num encontro fugídio
És tu esse amor
que me (e)namora
desde o cedo amanhecer
Volta depressa
no vento que se espalha
e vamos tocar o céu
refúgio dos nossos sentidos